Não há nada mais doloroso de que cair no esquecimento, revistas e jornais velhos que você cansou de ler, ali jogados em qualquer canto, junto de qualquer outra coisa que você também se cansou... a barbie, o vídeo game, o playmobil. Todos unidos formando uma massa de nada. Sua vida é tão corrida que você nem sequer consegue enxergar as lágrimas, seu coração anda tão preenchido de coisas novas, que as coisas velhas ficam ali... e você não faz nada além de guardá-las. O cheio de mofo... falta uma peça ali... a cabeça, a perna de um boneco, as revistas já sem capa, com algumas páginas rasgadas que tinham aquele ator famoso do qual você gostava. Agora tudo isso ocupa um espaço fora de você... as coisas do passado acabam imprensando a vida lá fora; até que você se encontra decidido de jogar tudo... O cor-de-rosa não é mais o mesmo... o boneco à pilha tem a rouquidão e voz grave de um adulto. Você passa a entender, e, sem razão, de que tudo é descartável. Eu posso ser a barbie, o playmobil. Daí é que dói ser esquecido... porque esquecer, pra gente... pode ser fácil...
quinta-feira, 10 de maio de 2007
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2 comentários:
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Qualquer semelhança do seu blog com o meu é mera coincidência, não?
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