quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Bah

Eu ando triste. Ando triste por achar que amo duas pessoas e não saber qual amor é mais sincero. Ando triste por não saber decidir. Ser indecisa a esse ponto sempre me foi cruel. Eu tomo sempre o mesmo milkshake por uma absoluta covardia de provar um sabor novo.

É assim com tudo. Namorados não escapariam tão fácil. Eu sei que eu amo os dois. E me atormenta ter ficado balançada pela conversa mole do amigo do ex. ele te ama Bella, eu sei.

Sabe o caralho! Aliás, pra a casa do caralho todo mundo. Eu também fico de saco cheio de vez em quando e poxa vida! Não to na maior das felicidades ultimamente. Eu quero muito ser feliz. Ou não. Tenho medo dela também.

Enjoa a minha mania de colocar defeito em tudo. Enjoa mesmo, é como uma auto-sabotagem perene. Cansa. Hoje eu cansei de mim, dos amigos, dos ultimatos e de viver uma vida que não é minha. Quero a minha cama só isso. E mais um milkshake se não for pedir demais.

O resto, pro inferno, é só.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Olha mãe, sem as mãos...

É muito engraçado, mesmo. Fulaninho vem dizer que sabe tudo, mas não sabe que eu tou pegando a namorada dele.
Sicrano diz que eu sou chato, mas perdeu o emprego porque ninguém o suportava.
Por fim, vem o último me dizer que ninguém gosta de mim. Tá, até posso concordar em parte, mas ninguém já é demais. Eu gosto.

Ah, foda-se...

domingo, 17 de junho de 2007

Quem é ele?


"Ele me faz tão bem, ele me faz tão bem que eu também quero fazer isso por ele"

Administração

Já que de fato somos só três, que fiquem só três.
Tenho dito.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Esquecer, ou ser esquecido?!?

Não há nada mais doloroso de que cair no esquecimento, revistas e jornais velhos que você cansou de ler, ali jogados em qualquer canto, junto de qualquer outra coisa que você também se cansou... a barbie, o vídeo game, o playmobil. Todos unidos formando uma massa de nada. Sua vida é tão corrida que você nem sequer consegue enxergar as lágrimas, seu coração anda tão preenchido de coisas novas, que as coisas velhas ficam ali... e você não faz nada além de guardá-las. O cheio de mofo... falta uma peça ali... a cabeça, a perna de um boneco, as revistas já sem capa, com algumas páginas rasgadas que tinham aquele ator famoso do qual você gostava. Agora tudo isso ocupa um espaço fora de você... as coisas do passado acabam imprensando a vida lá fora; até que você se encontra decidido de jogar tudo... O cor-de-rosa não é mais o mesmo... o boneco à pilha tem a rouquidão e voz grave de um adulto. Você passa a entender, e, sem razão, de que tudo é descartável. Eu posso ser a barbie, o playmobil. Daí é que dói ser esquecido... porque esquecer, pra gente... pode ser fácil...

domingo, 22 de abril de 2007

Vida real

Como numa missão secreta, após uma ligação onde apenas diz sim ou não, muda a direção em que dirigia e vai ao endereço informado, seguindo todas as instruções. Há poucos minutos dirigia com ansiedade e olhando freqüentemente para a hora e para o aparelho celular; o som do carro estava altíssimo, e ouvia reggae pra relaxar, pois, até então, não tinha destino; seguia alguns carros pra fazer um joguinho, assustar alguém naquela noite fria e deserta. O local já havia sido estipulado na manhã do mesmo dia, então, sem ter o que fazer, passou em frente não menos que três vezes, talvez para checar todos os ambientes, algo suspeito, ver se era necessariamente escuro e totalmente neutro. Bem, aquela era a tão esperada hora. Esfregou as mãos – estavam suadas –, fez aquele trajeto, então conhecidíssimo, passou em frente ao teatro lotado, deu a volta, e parou metros a frente, destravou as portas, puxou o freio de mão e fez uma ligação que não durou 2 segundos. Distraiu-se um pouco, e assustou-se quando ela bateu no vidro. Ela deu um largo sorriso e entrou no carro quando ele sorriu também e fez sinal de que ela podia abrir a porta. Cumprimentaram-se apenas visualmente, pareciam dois estranhos. Ele, então, falou de como havia sido a temporada na Espanha – uma semana que pareceu mais um mês, foi a forma como ele descreveu – contou sobre Valência e suas belas praias, mostrou, meio atrapalhado, algumas fotos enquanto dirigia. Ela apenas sorria. Ele perguntou como ela estava, se “O fantasma da Ópera” era bom mesmo, foi aí que ele pôde ouvir e sentir aquela voz doce. Ela contou com entusiasmo cada ato da peça, até o momento em que ele parou o carro. Aquele lugar era conhecido. Ele desceu, abriu o portão e fez sinal pra que ela passasse para o outro banco e estacionasse o carro na garagem. Entraram na casa. Pareciam livres. Ele sentiu-se tomado por um clima romântico, lembrou-se de que naquela praia de areias alvas desejava que ela estivesse ali. E por um momento, fez com que aquele lugar se tornasse tão longe quanto a Espanha. Segurou seu rosto. Ela já olhava pra ele. Não eram mais estranhos... O ambiente ficou tomado por saudades. E, de repente, um beijo... outro... ele não queria deixá-la nunca. Agora eram um só. Ele alisava os cabelos dela, enquanto ela dormia em seus braços. Duas horas depois ele encerrava sua atividade fugitiva. Despediu-se dela com saudade. Abriu os olhos e já era vida real. Rosto cansado e sofrido, mas o seu sorriso voltara. Já era hora de dormir.

Hora do almoço

Saindo do trabalho, meio-dia, cansado, o flanelinha, na porta do carro: "Ei, me dá um real, eu tava olhando o carro"; eu: "Hoje não tenho, amigo, fica pra próxima"; o flanelinha: "Que é isso, doutor, só um real..."; eu: "Rapaz, já falei que não tenho..."; o flanelinha, já dando as costas: "Ah, vai dar o cu...".
Conclusões: Sou obrigado a pagar por um serviço que não pedi, tenho que ter sempre moedas ou notas de pequeno valor na carteira, e meu cu só vale um real.
Capitalismo é foda, literalmente...