sexta-feira, 16 de março de 2007

Seguindo conselhos

Falando em amores não esgotados, tempos atrás eu andava no auge da depressão de fim de caso, naquelas de ter certeza de que não dá certo mas nenhum dos dois chama a responsabilidade pra si. No meu caso é quando eu quero terminar e não consigo.

Pa pa pa, festa perfeita onde ia todo mundo. E eu, claro, adoeci. Crise de garganta cruel, um dia antes, me faz achar que não ia poder ir e ele numa empolgação só.

-A gente vai né?

-Acho que eu não vou... To ardendo em febre e minha cabeça ta rodando. Por que você não vai sozinho?

-Sério? Ah então eu também não vou. Ir sozinho não vai ter graça e eu queria ir mais pra estar com voce. Passo na locadora e na farmácia e vou aí.

Subitamente começo a me sentir muito canalha por estar planejando o fim de um relacionamento embrionário e já estar muito desencantada. Chega ele muito preocupado, com três tipos de pastilhas diferentes pra a garganta e toda a sorte de medicamentos pra eu ficar zerada. Como ele queria muito ir a festa, resolvi que ia de qualquer jeito, mas deixei pra avisar mais perto pra evitar decepções caso eu não fosse.

E lá estava eu ligando pra ele umas 4 horas antes.

-Ei! Vamos pra festa?To melhor...

-[voz de sono] oooo não vai dar mesmo. Acho que peguei a tua gripe. To com febre e vou ficar de cama, tomei até injeção. To lerdo.

-Ahh que pena! Voce queria tanto ir.

-pois é, mas não vai dar. Voce vai?

-Acho que não... Mas o pessoal ta de férias e ta todo mundo aqui sempre há a possibilidade de eu ir dar uma olhada...

-Tudo bem, aquela cambada nunca está aqui mesmo... Vai com eles, só não estrapola pra não ter recaída. Não quero ver voce doente de novo.

-Podexá, eu aviso se for.

E fui. Fui querendo não ir lembrando do namorado maravilhoso e a cara do Vin Diesel que eu tinha. Querendo ir embora, estar com ele... 5 minutos de festa e quem eu vejo?

Ele! Em toda a sua extensão gripada se desmontando de dançar com uma moça. Cachorro, safado, infeliz! Imediatamente o desinteresse virou paixonite e comecei a sofrer como sofrem as mulheres bobas.

Alguém chegou pra mim e contou a história de um urso que tava com fome e viu um braseiro com uma panela de comida, arrebatando e se agarrando com ela até que morreu queimado. A moral da história era que às vezes a gente se agarra a uma coisa que quer muito e não vê que em vez de ajudar essa vontade nos destrói. E que se a gente quer mesmo uma pessoa precisa deixar ela ir.

Que foi que eu fiz? Exatamente o que mandaram, curti a noite e me desmontei de dançar, de rir, de aparecer em todas os sites de fotos com os meus amigos. Dia seguinte básico, ressaca normal e celular desligado pra não atender nenhuma das 58 ligações dele. Nem pra retornar uma mensagem gasturenta que ele mandou FaLAnu AxIM.

Eca.

Pergunta: seria tempo de largar a panela e ver outras panelas?

4 comentários:

Anônimo disse...

Vô nem comentar =/

Sir Canalha disse...

Acho que é tempo de sair do aluminio e tentar o aço inox, o teflonado....
Só não se esqueça de que você é linda e que eu te amo. E sim, vc é medrosa e precisa se livrar desse pânico de viver.

C-love disse...

voltei
voltei
voltei

só queria avisar queridos!
beijos!

Anônimo disse...

Humm (dois, três...)! Largue sim, experimente ver no q dá quando a panela queima num fogo de infinito adeus. De qualquer modo, "sei lá".

E beijos pra ti...