segunda-feira, 5 de março de 2007

Crônica de tristeza anunciada

Nem uma só palavra. Não há verdade maior que aquela que tentei evitar. Fui finalmente vencida pela tristeza numa batalha desleal. Não quero saber daquele curso cheio de hipocrisia, daquelas colegas de sala com síndrome do promotor natural, de compromissos maçantes, livros didáticos e de seres vivos de um modo geral.

Hoje não tem risada, não tem piada, não tem historinha nem festinha. Hoje só tem o português ruim e uma falta de conteúdo absurda. Aliás eu estou tão triste e sob efeito dos analgésicos que me dei o direito de vir aqui e fazer drama. Nem o consumismo entorpecente aliviou hoje, dia em que as promoções de passagens aéreas quase me levaram para Honolulu, Curitiba, Blumenau, Gramado, São Paulo... Cheguei a perguntar se tinha pra o Iraque, onde minha acidez teria tido maior valia, mas não me deixaram comprar.

Melhor ficar aqui, agüentando mais. Já não me importo se não sei por que, eu sempre vejo de um jeito e todo mundo vê de outro. Tem hora que a boa educação cansa, mas não cansa mais que a realidade mostrando o quanto quem mata um leão por dia pra te ver no chão tem razão em relação a você e a sua inteligência anunciada.

Se eu tivesse saco, ele estaria cheio.

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